As imagens contam histórias de quem vive, observa e transforma o lugar onde está. Nesta galeria digital, diferentes exposições se encontram para revelar os muitos olhares sobre e suas realidades: o urbano e o rural, o visível e o invisível, o que resiste e o que renasce.
Cada mostra é um convite a enxergar o território para além dos mapas: pelas cores, pelas margens e pelas pessoas que constroem, todos os dias, novas paisagens de pertencimento.
O chão de concreto, o esgoto a céu aberto e os rios esquecidos também fazem parte do meio ambiente. É desse olhar, vindo das periferias, que nasce “Olhares Marginais”. De 11 de agosto a 31 de outubro de 2025, a iniciativa fotográfica, realizada pela Rede Reaver, com curadoria da fotógrafa periférica Mar Pereira, vai percorrer 12 escolas estaduais de Fortaleza, impactando cerca de 10 mil estudantes.

Pode parecer apenas um posto de saúde, mas esta imagem revela a luta dos moradores do Parque Santa Maria pelo direito de viver com dignidade. Em plena pandemia, o posto foi fechado e abandonado. Antes disso, já havia sinais do descaso: paredes mofadas, remédios vencidos, falta de médicos. Este posto é símbolo da força da periferia pela periferia — não foi o vereador, foi o morador.

“O que parece mínimo para uns é gigantesco para outros.” Na periferia, até uma poça de lama denuncia o abandono: obras inacabadas, paliativos disfarçados de cuidado. Para nós, cada detalhe carrega a marca da negligência e a prova de um sistema que insiste em invisibilizar vidas.

“Se você não vê a violência que me cerca, então você não me enxerga.”. O olhar da fotografia não foca em nada, mas mostra tudo: corpo, dor, racismo ambiental e abandono. No Grande Bom Jardim, a cena denuncia um sistema que insiste em invisibilizar vidas negras e periféricas.
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